No fim do mês de maio, a Universidade de Londres publicou o resultado de um estudo realizado com 10 mil pessoas na faixa dos 50 anos, onde constatou que a memória feminina é 15% melhor do que a masculina.
Os estudiosos acreditam que tal diferença está ligada a características biológicas e ao nível de estrogênio no organismo, mas que os hábitos de vida também influenciam nos resultados.
Novos estudos serão feitos, mas os cientistas acreditam que este já é um grande passo para entender a memória de homens e mulheres e encontrar respostas para doenças relacionadas a ela, como o Mal de Alzheimer.
Mudando de assunto, o The New York Times publicou ontem o resultado de uma pesquisa da Gallup, que descobriu que, sob praticamente todos os aspectos, as pessoas ficam mais felizes à medida que envelhecem. Os pesquisadores ainda desconhecem o motivo, mas Arthur A. Stone, principal autor do estudo, com base na pesquisa, diz que “poderia ser porque há alterações do ambiente, ou poderiam ser alterações psicológicas na forma como enxergamos o mundo, ou até mesmo algo biológico – por exemplo, química cerebral ou mudanças endócrinas”.
A pesquisa, conduzida em 2008, abordou mais de 340 mil pessoas em todo o mundo, com idades entre 18 e 85 anos, com perguntas sobre idade e sexo, eventos atuais, finanças pessoais, saúde e outros tópicos. Os resultados, publicados online em 17 de maio em “Proceedings of the National Academy of Sciences”, trouxeram boas notícias aos idosos e àqueles que estão envelhecendo. No geral, as pessoas começam aos 18 anos se sentindo muito bem consigo mesmas e então, aparentemente, a vida começa a sair do trilho. As pessoas se sentem cada vez pior até atingirem 50 anos. Nesse ponto, ocorre uma mudança acentuada, e elas continuam ficando mais felizes conforme envelhecem. Ao atingir 85 anos, elas estão ainda mais satisfeitas consigo mesmas do que estavam aos 18 anos.
Os pesquisadores descobriram ainda que o estresse diminui dos 22 anos em diante, atingindo seu ponto mais baixo aos 85. A preocupação permanece bastante estável até os 50, quando entra em franco declínio. A raiva diminui de maneira constante a partir dos 18 anos, e a tristeza sobe a um pico aos 50, diminui até os 73, então aumenta levemente até os 85. O divertimento e a felicidade possuem curvas similares: ambas decaem gradualmente até os 50 anos, ficam estáveis pelos próximos 25 anos, e em seguida caem muito levemente no final – sem nunca voltar ao ponto baixo dos 50 anos.
Envelhecer parece deprimente, mas aparentemente, segundo esse estudo, não é. Mais um motivo para comemorar todos os aniversários doravante, afinal, estamos envelhecendo.
PS: Se estiver realmente feliz, quero chegar aos 400 anos, uma utopia que a ciência pode tornar realidade a partir 2050.